Contraditória esperança

Se a pessoas me vissem, pelo o que realmente sou, elas não entenderiam que sou. Como já dizia Clarice, “Liberdade é pouco. Aquilo que eu desejo ainda não tem nome.” Sou intensa. Tenho verdades que guardo pra mim; que são pesadas e deixam hematomas por toda minha alma. Tenho medo de me encontrar por completo, pois não gosto do pouco que já conheço. Mas penso – com teor contraditório de esperança e otimismo – que essa possa ser minha salvação: conhecer mais de mim mesma. Devemos ser a nossa melhor companhia. E não deveria ser diferente. Cuidar de nós mesmo parece ser algo tão simples..., mas, infelizmente, não é. As dores e as frustrações nos ensinam, e meu desejo é que possamos conviver mais com o nosso eu. Aprender mais sobre o que precisamos, para assim, e somente assim, parar de apenas sobreviver e começarmos a, de fato, viver.

Bruna Frisso

Março/2022

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Saindo do eixo